segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Ao Daniel - A tua alma era uma orquestra!

Vi-te pela primeira vez no concurso "Jovens Talentos", que ganhaste no Orfeão de Leiria, cujo prémio principal foi tocares como solista da Orquestra que se apresentou no Convento da Portela, no Concerto de final do ano lectivo de 2005/06. Logo a seguir, foste vencedor no Concurso nacional promovido pela Antena 2, se não erro.
Eras um menino ainda, jovem e lindo adolescente, com as qualidades que justificaram os prémios, com uma suposta longa vida de êxitos pela frente.
Rapidamente a vida deu uma reviravolta e ficaste gravemente doente. Sabemos que lutaste para vencer a doença e todos "fizemos força" para ultrapassares esse obstáculo; mas outros rapidamente se seguiram até que, agora, já não podemos "torcer" mais. Só com a dor de te ver partir.
Obrigada pelos lindos momentos que partilhaste connosco e que fazem com que não fiques, de facto, longe do nosso coração.
Felizes os que acreditam que vais para um sítio melhor e, quem sabe, vais tocar na grande Orquestra de Anjos que velam por nós, os "desafinados" que "também têm coração"... Por mim, gostava!

sábado, 19 de setembro de 2009

A minha alma é uma orquestra!

Hoje apeteceu-me apenas copiar este poema, tal como consta do blog da minha amiga Amélia Pais, que decerto me perdoará o "copianço".

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

O comentador "Zangado"

Há muito tempo que estranho as afirmações, sempre pessimistas e maldispostas, do comentador Medina Carreira. Não é que a situação seja de molde a acreditarmos que vivemos num oásis da crise que grassa no mundo, mas ao ouvi-lo, e porque no diagnóstico quase toda a gente concorda com ele, ficamos com a certeza de que não há saída para este triste país, que arrancou para a democracia com muitas décadas de atraso e nem sempre soube aproveitar da melhor maneira as oportunidades que teve.
Ao ler a entrevista que deu à Visão da semana passada, encontrei algumas possíveis razões para algumas das suas posições de zangado, que passo a enumerar: foi educado dos 10 aos 18 anos nos Pupilos do Exército; tirou um Curso médio de Engenharia, contrariamente ao que pretendia (Economia?); cursou Direito, enquanto trabalhador-estudante, porque era o curso que podia tirar naquelas condições. Só mais tarde se dedicou à Economia. Mesmo sem saber nada de psicologia, com este currículum educativo, entendo a sua posição de zangado com a vida.
É no reino da Economia que ele tem soluções para todos os sectores do país. Quem quiser dar-lhe a tal hora e meia de tempo de antena de que ele precisa, contribuirá para fazer entender ao povo o seu programa para o salvar. Disto eu não duvido; agora que esse programa seja aplicável na prática, aí já tenho muitas dúvidas (tenho-as em muitos sectores, felizmente).

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Apple Parade

Já tinha lido qualquer coisa nos jornais da terra sobre uma Apple Parade, para promoção da maçã de Alcobaça, motivo de inspiração para o festival da gastronomia deste ano. Infelizmente, não pude usufruir das iguarias "maçãnicas". Na semana passada tive de ir ao centro da cidade, à CGD, e vi umas maçãs que me despertaram curiosidade. Tive pena de não levar comigo uma máquina fotográfica (dei-me então conta de que uso sempre a máquina, quando saio de Leiria, e não tenho fotografado as belezas da cidade). Prometi a mim mesma que no dia seguinte iria fotografar as maçãs e alguns recantos e monumentos da cidade. A quem viu, dou a oportunidade de recordar; quem não viu, pode ficar com uma ideia. Aí está, pois, uma amostra das maçãs decoradas por alunos de escolas do distrito, alguns professores e artistas plásticos.
Para enquadramento, começo por uma foto do nosso Castelo, vista do Pastor Peregrino.
As fotos das maçãs estão por ordem inversa do percurso efectuado. (O que eu sofri para as colocar aqui!)







quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Continuação

Continuando a minha descrição de sucessivas escapadinhas, de Valladolid regressámos a Leiria.
No fim de semana seguinte, recebemos os netos e, pela primeira vez, os pais, "galináceos fanáticos", deixaram-nos só connosco. Foi uma semana diferente. Entre parques infantis (o que nós descobrimos quando a necessidade o exige!), trabalhos manuais, jogos, leitura de histórias, interrupção de agressões verbais e físicas, a riqueza e diversidade de tarefas desta semana foi imensa. Mas o mais importante foram os mimos que pudemos dar em directo (a maioria das vezes são via telefone); também tivemos algumas vezes de impor a autoridade, que felizmente foi bem aceite. O cumprimento de regras é fundamental e um "não" firme é mais facilmente compreendido. Não foi a semana completa em Leiria (seria pedir demais, da primeira vez!), porque havia o aniversário da neta, no domingo, e havia que preparar a festinha para a família e amigos, na Covilhã. Na 5ª feira rumámos à serra e a mãe pôde matar as saudades de 4 dias (!!!). A temperatura era infernal; na noite da chegada, senti-me até mal com tanto calor, apesar de haver ar condicionado. Não se podia andar na rua durante o dia; ao sair do prédio parecia que entrávamos num forno. No sábado foi chegando a família e, no domingo, juntaram-se os amiguinhos. Muitas prendas, muita brincadeira, alguma segregação sexual (as meninas expulsavam os rapazes do seu espaço) e, no final, muita coisa para arrumar...
E já passaram 9 aninhos sobre o nascimento da Margarida!
Enfim, ficámos para o dia seguinte para ajudar a arrumar a casa e regressámos depois a Leiria, onde tínhamos uma outra "criança" para acolher - a minha mãe.
Agora, retomei as minhas obrigações de voluntariado na Direcção do Orfeão de Leiria, preparando o novo ano lectivo nas escolas de Música e de Dança do seu Conservatório de Artes e esperando uma oportunidade para fazer uma escapadinha maior, agora para fora da Península Ibérica, como é habitual fazermos todos os anos. Serão, verdadeiramente, as nossas férias! Esperemos que não haja entraves à consecução deste objectivo, ainda em Setembro. Esperem por notícias.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Cumprir a promessa

Conforme prometi, vou tentar contar alguma coisa sobre as minhas escapadinhas de Julho e Agosto.
Quanto a Julho, estive em Lagos, como já subtilmente referi no texto anterior; a filha e os netos estavam lá num apartamento com uns primos e nós fomos para um hotel, mesmo perto deles e da praia que frequentavam - D.ª Ana. Há alguns anos estive nesta mesma praia, mas íamos de carro para fora da cidade; agora a praia está perfeitamente integrada na cidade, com transportes colectivos a servirem-na. Tive a oportunidade de verificar, in loco, a irresponsabilidade de muitos cidadãos (portugueses e estrangeiros) que se atreviam a estar junto das falésias, que estão visivelmente a desmoronar-se (não é preciso ler avisos, é só olhar para elas). O nosso Algarve ou Allgarve, como queiram, foi atacado fortemente há década atrás e agora não sei o que pode ser feito. Infelizmente, em Agosto, não em Lagos mas em Albufeira, uma tragédia veio alertar as autoridades. Será que agora se vai encontrar maneira de evitar situações idênticas? A vida dos que lá ficaram ninguém devolve...
Depois, outro ponto quase no limite norte deste rectângulo - Bragança. A cidade nada tem a ver com a que conheci há alguns anos atrás; não havia muito trânsito nas horas de ponta, porque estávamos em Agosto...(esta afirmação só é entendível por algumas amigas que me acompanharam na última ida lá). Para além da renovada cidade, onde visitei o Museu Abade Baçal, já meu conhecido, mas também renovado, tive a oportunidade de visitar o Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, onde, para além da colecção permanente desta artista, está uma exposição temporária com as obras da Paula Rego que constituem a colecção particular de Manuel Brito. No final da nossa estadia em Bragança, no domingo, fomos desafiados para irmos assistir a um campeonato de "Chegas" (luta de touros), em Vinhais. Com algumas reservas, porque receávamos que fosse um espectáculo violento para as crianças, lá fomos. Tratava-se das meias finais de um campeonato; a final terá tido lugar no domingo seguinte. A luta é entre pares de touros; os que estiveram em acção tinham nomes particularmente curiosos, nomeadamente Mantorras e Mourinho, para além de Amarelo, Pardal, etc.. O objectivo é, após colocar os dois touros na arena, fazer com que eles se cheguem naturalmente um ao outro, lutando "cornos a cornos", marrando um no outro. Caso não se cheguem naturalmente, dois homens procuram provocar a aproximação e, caso ela não aconteça, a prova termina com a vitória do touro que menos activo se mostre na função. Ora, nos três primeiros pares, não houve quem os chegasse. Os touros olhavam para o público, mas nem se aproximavam do adversário. Os espectadores começaram a perder a paciência e aí houve outro espectáculo, este sonoro: as expressões vernáculas contra os touros e a organização, reivindicando a devolução do dinheiro pago pela entrada. Finalmente, o quarto par marrou a sério, embora por pouco tempo, mas deu para ver a tal "chega"; o quinto consolou o pessoal, com oito minutos de luta intermitente. O vencedor é o que mostra querer continuar a luta; o vencido é o que foge a ela. Quer o Mantorras, quer o Mourinho saíram derrotados...
Não vimos o espectáculo até ao fim, porque a hora era avançada e a estrada um pouco "enjoativa" para as crianças. A nossa intenção de sair nesse dia para dar um salto a Espanha foi abandonada e ficámos mais uma noite em Bragança, partindo no dia seguinte, pela manhã.
O destino era Valladolid, cidade que não conhecíamos e que fica a cerca de 200 Km de Bragança. A procura de hotel foi difícil, uma vez que queríamos ficar no centro e as possibilidades de estacionamento eram poucas. Finalmente conseguimos o objectivo e, pela primeira vez, ficámos em regime de meia pensão. O preço era acessível e a localização óptima; quanto ao estacionamento, tínhamos um lugar na garagem de um prédio nas traseiras do hotel, com a curiosidade de a deslocação do carro para a dita ser feita de elevador. Arrumado o carro, iniciámos o percurso pela cidade, a pé, como sempre. Fomos ao Turismo para recolher informações e adquirimos um guia com indicações de percursos pela cidade, curiosidades e esclarecimentos muito úteis. É uma cidade interessante, com um rio que a atravessa e várias pontes, uma das quais pedonais que nos conduz ao moderno Museu da Ciência. Aqui tive um encontro imediato com...Einstein (não podia deixar de ser!). Sério! Ora vejam:

Na cidade antiga, demos uma espreitadela (não podia deixar de ser) à casa de Cristóvão Colombo de que mostro um pormenor na entrada:
Uma curiosidade: o principal jardim do centro da cidade é o Jardim do Campo Grande. Como já é tarde e o sono está a apertar, fico por aqui. Voltarei a Valladolid num próximo encontro.