domingo, 30 de março de 2008
A igreja da minha paróquia
quarta-feira, 26 de março de 2008
Páscoa rural
Na 6ª feira santa saí para passar uns dias na aldeia onde nasci - Aveloso do Sul. Era costume ir lá para "beijar o Senhor", tradição da época da Páscoa. No Domingo de Páscoa, o senhor abade, acompanhado de uma grande comitiva, anunciava-se com o toque de uns sininhos, entrava nas casas que tinham alecrim à porta, desenhava uma cruz com a mão no ar, salpicando-nos de água-benta e dizendo "Aleluia, Aleluia!", enquanto um dos seus acompanhantes passava a cruz, dando a beijar o Cristo pregado na cruz a todos os elementos da família presentes (nos últimos anos limpava-se com um pouco de algodão a zona mais beijada do Senhor - os pés - quando se passava à boca seguinte. Seria mais higiénico?!!!). Enquanto o Sr. abade cumprimentava o chefe da família, outro elemento da comitiva retirava o envelope com o dinheiro que nele era depositado, colocado na mesa enfeitada para o efeito; nas casas mais pobres, a dádiva era em espécie: ovos, galinhas, etc.; nas mais ricas, havia beberete preparado com várias iguarias e, claro, "vinho fino".
Como "a tradição já não é o que era", este ano houve visita do Senhor, mas em vez do senhor abade foi uma senhora da aldeia que o levou. E muitas casas ficaram fechadas. A da minha família também e... não beijei o Senhor.
Mas pude ver da minha varanda a igreja da paróquia, que gostava de partilhar convosco; porém, o "choque tecnológico" ainda não me atingiu suficientemente e, apesar das tentativas há vários dias, não consegui colocar a imagem. Apenas vos posso dizer que fica algures numa cova entre montes da Beira Alta, no concelho de S. Pedro do Sul, com a Serra de S. Macário à vista. Por agora, só eu posso vê-la sempre que queira, aqui onde estou.
Como "a tradição já não é o que era", este ano houve visita do Senhor, mas em vez do senhor abade foi uma senhora da aldeia que o levou. E muitas casas ficaram fechadas. A da minha família também e... não beijei o Senhor.
Mas pude ver da minha varanda a igreja da paróquia, que gostava de partilhar convosco; porém, o "choque tecnológico" ainda não me atingiu suficientemente e, apesar das tentativas há vários dias, não consegui colocar a imagem. Apenas vos posso dizer que fica algures numa cova entre montes da Beira Alta, no concelho de S. Pedro do Sul, com a Serra de S. Macário à vista. Por agora, só eu posso vê-la sempre que queira, aqui onde estou.
domingo, 16 de março de 2008
Dia de BD
Hoje fui à Praça Rodrigues Lobo para assistir à homenagem a Nelson Dias, com a apresentação da 2ª edição do seu único livro de BD (a 1ª foi em 1973), feito com o então colega e amigo Augusto Mota, ambos professores da Escola Comercial e Industrial de Leiria, hoje Escola Secundária de Domingos Sequeira. Comprei o livro e obtive um autógrafo do Augusto Mota, felizmente ainda vivo. Presentes, para além de pessoas da minha geração (a maior parte), alguns jovens que não conheceram o homenageado, mas por certo apreciadores de BD, tema a que este fim de semana foi dedicado, em Leiria.Tratando-se de uma área praticamente desconhecida para mim, aprendi na sessão algumas coisas, o que é para mim sempre muito gratificante.
E foi muito agradável ouvir as referências elogiosas feitas pela Maria João Franco, artista plástica e viúva do Nelson, à Livraria Martins e ao seu proprietário à época em que ele viveu e trabalhou em Leiria, o Sr. Martins. Apesar de presente na Praça, ele e a sua esposa, a D. Fernanda, não ouviram essa referência, pelo que tive muito gosto em informá-los sobre ela. De facto, era na Martins que, até 1974, havia "aquele livro" que não se encontrava facilmente noutros locais. Foi lá que Nelson encontrou alguns dos livros que o influenciaram como artista e como cidadão.
E foi muito agradável ouvir as referências elogiosas feitas pela Maria João Franco, artista plástica e viúva do Nelson, à Livraria Martins e ao seu proprietário à época em que ele viveu e trabalhou em Leiria, o Sr. Martins. Apesar de presente na Praça, ele e a sua esposa, a D. Fernanda, não ouviram essa referência, pelo que tive muito gosto em informá-los sobre ela. De facto, era na Martins que, até 1974, havia "aquele livro" que não se encontrava facilmente noutros locais. Foi lá que Nelson encontrou alguns dos livros que o influenciaram como artista e como cidadão.
sexta-feira, 14 de março de 2008
Lembrando Einstein
Faz hoje 129 anos que Albert Einstein nasceu, em Ulm, na Alemanha; teve nacionalidade suiça e morreu americano.
Lembro-o com duas das frases que o retratam a ele e à época em que viveu:
"As equações são mais importantes para mim, porque a política é do presente e uma equação é qualquer coisa para a eternidade"
"Se se provar que a relativdade está certa, os Alemães vão chamar-me alemão, os Suiços vão chamar-me suiço e os Franceses vão chamar-me um grande cientista.
Se se provar que ela está errada, os Franceses vão chamar-me suiço, os Suiços vão chamar-me alemão e os Alemães vão chamar-me judeu."
Por uma questão de rigor
Quem só agora entrou neste mundo e não conhece ainda os movimentos de que necessita para sobreviver, facilmente falha. Foi o que me aconteceu e, por uma questão de rigor, tenho de corrigir o que escrevi. Assim, onde se lê sabem, deve ler-se sabe e onde se lê "sabem", deve ler-se "sabe".
Olha para o que eu digo
No meu grito desta madrugada em que nasci faltaram aspas. Onde se lê sabe, deve ler-se "sabe".
Esta fartura de que falo resulta do facto de ouvir e ler, repetidamente, afirmações incríveis de jornalistas, comentadores, políticos, gestores, engenheiros, economistas, etc., etc., sobre Educação e sobre as escolas, sem o conhecimento do que elas são, nos dias de hoje. Mais grave se torna a situação quando são sociólogos a fazer essas afirmações.
Todos os que "sabem" são unânimes na exigência de esforço, rigor, exigência, estudo, conhecimento, blá, blá, blá...
Como qualquer cidadão, eu tenho o direito de exigir o mesmo àqueles que se dedicam a fazer essas exigências publicamente. É preciso mais do que informação, é preciso conhecimento. E este, exige tudo o que os "sabedores" dizem exigir, mas não praticam. Olha para o que eu digo (ou escrevo)...
Esta fartura de que falo resulta do facto de ouvir e ler, repetidamente, afirmações incríveis de jornalistas, comentadores, políticos, gestores, engenheiros, economistas, etc., etc., sobre Educação e sobre as escolas, sem o conhecimento do que elas são, nos dias de hoje. Mais grave se torna a situação quando são sociólogos a fazer essas afirmações.
Todos os que "sabem" são unânimes na exigência de esforço, rigor, exigência, estudo, conhecimento, blá, blá, blá...
Como qualquer cidadão, eu tenho o direito de exigir o mesmo àqueles que se dedicam a fazer essas exigências publicamente. É preciso mais do que informação, é preciso conhecimento. E este, exige tudo o que os "sabedores" dizem exigir, mas não praticam. Olha para o que eu digo (ou escrevo)...
quinta-feira, 13 de março de 2008
Nasci hoje
É verdade. Hoje é o dia do meu nascimento.
Este é o grito do meu nascimento: Estou farta de gente que sabe de Educação!
Este é o grito do meu nascimento: Estou farta de gente que sabe de Educação!
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